Sonhar é acordar-se para dentro.
Os sonhos são como portais para o nosso mundo interno. Essa é uma leitura que faço do meu sonho em Sydney. Há inúmeros símbolos e mensagens neste sonho. Alguns eu compreendo e parte dessa compreensão, eu compartilho com vocês. Alguns são segredos que ainda guardo comigo. Como sempre você é bem vindo para compartilhar o seu pensamento!
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Leia antes: Sonho em Sydney
1. Cada mulher manifesta ao longo de sua vida as diferentes faces da Deusa, a energia feminina. No sonho essa energia feminina surge primeiramente como a Anciã, que representa a parteira, a Bruxa, a Mulher Sábia, pois ela conhece o oculto e o mundo espiritual. É a Rainha dos Mistérios e também a Deusa da Cura. Ela rege os finais, o desapego, o conhecimento, as transformações e a morte. No sonho o chamado para lidar com a face oculta da Deusa é tão forte que eu apareço como a Rainha da Noite, vestida num longo vestido negro. O significado da cor preta é mistério, proteção, e controle sobre si mesmo. No entanto, como uma amiga me lembrou, o negro também pode revelar as nossas vulnerabilidades e medos. Aqui está o significado da Rainha da Noite por Jessica Galbreth.
A Rainha da Noite está prestes a embarcar em uma jornada. Ela olha de volta para nós para ver se estamos prontos para ir com ela. Embora ela não sabe para onde ela vai, ela sabe porque está indo. Ela busca sabedoria e está disposta a aventurar-se no desconhecido para encontrá-la. Ela envolve-se com um manto preto, a cor da noite, mas embaixo ela está nua, um símbolo de sua vulnerabilidade durante sua viagem ao mundo desconhecido. Seu companheiro é um corvo que irá ajudá-la a decifrar as mensagens. Na mão ela carrega uma chave, que representa a finalidade de sua busca: desbloquear as portas para o mistério. A Rainha da Noite nos convida a visitar os cantos escuros da nossa alma e os reinos desconhecidos do mundo espiritual. Perceba que isso não é um passeio agradável pela floresta, com a luz solar derramando através das folhas. Em vez disso, nós somos solicitados a descobrir a nossa alma e enfrentar os nossos medos.
2. Para equilibrar a energia feminina da Rainha, surge Richard Armitage, representado o Rei em sua plenitude. Há uma atmosfera de sedução e cumplicidade entre o casal, que compartilham segredos e intimidade. Ele sabe para onde eu estou indo, e porque eu estou indo. Eu ouvi pela primeira essa canção de temperamento saturnino quando eu era muito jovem. Para mim, a música fala sobre a passagem do tempo. O tempo necessário para o despertar da consciência e o amadurecimento da alma. Para curar as nossas feridas e estarmos inteiros para um relacionamento. Acima de tudo ela fala sobre a espera, a espera do tempo do outro. Essa é a promessa em meu sonho: Você vai encontrar-me te esperando no jardim, quando você estiver pronta para isso. Caso não, me envie a chuva.
You will find me if you want me in the garden
unless it’s pouring down with rain
You will find me waiting through sping and summer
You will find me waiting waiting for the fall
You will find me waiting for the apples to riped
You will find me waiting for them to fall
You will find me by the banks of all four rivers
You will find me at the spring of conciousness
3. A porta simboliza o local de passagem entre dois estados, entre dois mundos, entre o conhecido e o desconhecido. A porta se abre sobre um mistério. Mas ela tem um valor dinâmico, psicológico; pois não somente indica uma passagem, mas convida a atravessá-la. É o convite à viagem rumo ao desconhecido.
4. Eu deixo a Deusa em sua fase anciã e me transformo na donzela, a semente do vir a ser. Eu volto no tempo, aos meus dias de universidade e o meu mundo é um lugar colorido e cheio de sonhos. Eu trago aqui as palavras de uma amiga, porque eu não posso me expressar tão bem quanto ela: “Eu era basicamente uma mulher jovem feliz, feliz, ambiciosa, mas tamém ansiosa para aprender e experimentar coisas novas. Quando somos jovens há um mundo de possibilidades abertas para nós. Eu posso ter tudo e ser o que eu quiser. Eu vou encontrar um emprego, o emprego certo, e eu vou ser grande para ele. Minha pesquisa irá sempre me fascinar. Eu sempre vou te amar.” Então, eu me encontro com essa outra versão de mim mesma. Uma versão que fez escolhas diferentes das que eu fiz. Eu tenho um sentimento de luto por todas as escolhas que eu não fiz, por todos os sonhos desfeitos ou não realizados, pela perda dessa versão de mim mesma. Mas, “o que me chuta o estômago é a lembrança súbita da saudade que eu sinto por esse tipo de relacionamento aliviado com o universo e o destino.” No entanto, a água do mar lava os meus pés, me livrando de todas as culpas que carregamos por nossas escolhas e do peso dos nossos sonhos desfeitos.
5. A lontra simboliza a energia feminina em seu perfeito equilíbrio. Ela vive na terra, mas sua morada é sempre próxima a água. Os elementos Terra e Água são os elementos femininos por exelência. A lontra está sempre em movimento e é bastante curiosa. Com seu espirito alegre e aventureiro, a Lontra considera que todos em sua volta são seus amigos, até que eles provem o contrário. Esses traços de caráter são as características de uma lado feminino bem equilibrado, o nosso lado que permite que os outros penetrem em nossas vidas sem que tenhamos suspeitas nem preconceitos. A lontra nos ensina que a energia feminina bem equilibrada não é ciumenta nem maliciosa, é um espirito de irmandade, sempre feliz em compartilhar a sua boa sorte, bem como em desfrutar a boa sorte dos outros. A lontra nos ensina que num relacionamento amoroso, é importante nutrir e apoiar o outro sem compromenter a sua própria individualidade.
6. O final do sonho faz referência ao conto muito antigo que trata da coisa mais importante para a alma: a volta ao verdadeiro lar, o retorno ao seu próprio ser. A história geralmente se intitula “A Mulher-foca” ou Selkie-o, Pamrauk, a pequena foca. Eu a li pela primeira vez no livro de Clarisse Pinkola Estés, Mulheres que correm com os Lobos, no conto intitulado Pele de foca, pele de alma (A volta ao lar: O retorno ao próprio Self). A história nos fala de onde realmente viemos, do que somos feitas e de como todas nós precisamos, com regularidade, usar nossos instintos e descobrir o caminho de volta ao lar. Ela nos fala da perda da alma selvagem em virtude da ingenuidade, da percepção falha quanto às motivações dos outros, da inexperiência em projetar o que poderia acontecer no futuro, da falta de atenção a todas as pistas do ambiente. A pele na história não é tanto um objeto mas a representação de um estado de sentimento e de um estado de ser, um estado que é coeso, profundo e que pertence à natureza feminina selvagem. Obrigado, Richard, por me ajudar a voltar para casa!
The song is “Sealwoman/Yundah” by Mary Mclaughlin
Shadow of dream, ancient mystery
Oh how I long for your sweet caress
Oh how I long for your gentleness
Torn between sea mists and solid land
Nights when I’ve ached for a human hand
I’ll come to you when the moon shines bright
But I must go free with the first streak of light
Over the waves you call to me
Shadow of dream ancient mystery
Oh how I long for your sweet caress
Oh how I long for your gentleness
7. Os pescadores e os golfinhos tem a ver com culpa e medos. No momento, eu tenho uma enorme tarefa pela frente, a minha própria jornada rumo a Erebor. A simbologia do golfinho pode ser lida em “Sonho de Golfinho”, e fala principalmente sobre manter o ritmo. O meu inconsciente tomado pela culpa referente a energia gasta nesse mundo “Richard Armitage” e pelo medo de que isso pode ocasionar a perda de Erebor, me envia imagens terríveis. Como no sonho, eu irei prestar atenção as “coisas terríveis” no momento oportuno, ou seja, quando elas acontecerem, e se elas acontecerem.
Obrigada por ler!
Ana Cris
Eu ando pelo hall de um hotel em Sydney. A luz tênue, o teto alto e a presença de inúmeros vidros refletem a sofisticação do local e lhe conferem uma atmosfera de mistério. Caminho sozinha, sem pressa, vestindo um longo vestido preto, que possui uma pequena cauda, que se arrasta sinuosamente pelo chão. Eu tenho as minhas costas nuas, mas meu cabelo,






O processo de autoconhecimento tem inúmeros caminhos. Às vezes queremos contar a nossa história, compartilhando assim a nossa sabedoria. Às vezes, as histórias nos chegam como sonhos, colocando-nos em contato com outros mundos. Vovó Lua me dizia que as histórias precisam ser contadas para que possamos aprender com elas a nossa própria história. “É isso que as histórias fazem. Elas diferem dos conselhos pelo fato de que, quando você toma conhecimento delas, elas se tornam um produto da sua própria alma. É por isso que elas curam você (Alice Walker).“
Estávamos eu e minha sobrinha Carol (acredito que a Carol represente a minha donzela corajosa e aventureira nesse sonho), viajando pelos Estados Unidos, quando descobrimos que Richard Armitage estava filmando na cidade onde iriamos parar. Resolvemos ir ao seu encontro para tentar conhece-lo. Estamos num lugar cheio de águas termais e cachoeiras e somos informadas que após as filmagens ele irá tomar o nosso ônibus de excursão.
Para os índios sul-americanos, as tatuagens podem fornecer aos seus usuários poderes específicos atribuídos aos espíritos que foram incorporados neles. Por exemplo, um sapo colocado no ombro ou no braço está relacionado a um grupo de mestres espirituais do totem dos sapos que nos ensinam a louvar nossas lágrimas para purificar nossa alma.







