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Posts com Tag ‘John Thornton’

Oh Lord live inside me, lead me on my way
Lead me home, lead me home1

It’s time to return home. To go to the place we remember. No matter how much how long it’s been, we will find our way. We go through the night, over strange lands, through tribes of strangers, without maps and asking of odd personages we meet along the road, “What is the way?”2  Because, it is time to go back to home, back to what is rightfully ours3.

Oh Lord in the darkness, lead me on my way
Lead me home, lead me home1

It’s time to go home. Not a physical place where you live4, but a place to which we belong. A place somewhere in time, rather than space. Where we can feel whole again2. A place where a thought or a feeling can be generated, maintained and cherished instead of being torn away from us by force. A place where people understand us4. That is home.

It’s time to return home. A place where there is not only time to contemplate, but also to learn, and uncover the forgotten, the disused, and buried. A place where we can explore the wreck, the damage that was done and the treasures that prevail. Contemplating our scars maps, and learn what led to what and where we will go next. A place where we can imagine the future2.

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Gifs by Fabi

Oh, my love, take me home, and make that place be your home5. The place where all is as it should be, where all the noises sound right, and the light is good, and the smells make us feel calm rather than alarmed. The place that gives us balance. This is home. Take me home is make that place bearable4. A place that allows us to experience wonder, vision, peace, freedom from worry, freedom from demands,  freedom to be who we are2.

It’s time to return home. The cries of the suffering world cannot all be answered by a single person all the time2. We need to rest from the daily struggles and hard work. We must get away from the demands of others. Let them paddling their own boat.

It’s time to return home. You coming with me6?

My home is where I am, my home is in my mind, my thoughts are my home, my home is thinking about the things I think. This is my home. My home is not a material place around … My home is in my mind.
Bob Marley

References and Notes

Thank you to each of you with your reading time, comments, links or citations make La Loba a  home, and especially  Fabi by her talent and dedication to this home, which is not only my but her too!

1.   Jamie Commons – Lead Me Home

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2. Estes, C. P. 1994. Women who run with the wolves. Editora Rocco, Rio de Janeiro.

3. The Hobbit: An Unexpected Journey (2012) – IMDb

4. BBC One – Spooks

5. Robin Hood (2006 TV series)

6. BBC – Drama – North and South

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Oh Lord live inside me, lead me on my way
Lead me home, lead me home1

É hora de voltar ao lar. De voltar ao lugar que nos lembramos. Não importa quanto tempo passou, nós encontraremos o caminho. Atravessaremos a noite, passaremos por terras estranhas, por tribos desconhecidas, sem mapas e perguntaremos qual é o caminho a quem quer que encontremos na estrada2. Pois é hora de voltar ao lar, de retornar ao que é nosso por direito3.

Oh Lord in the darkness, lead me on my way
Lead me home, lead me home1

É hora de ir para casa. Não um lugar físico, onde se vive4, mas um lugar ao qual pertencemos. Um lugar que fica em algum ponto no tempo, não do espaço. Onde podemos nos sentir inteiros novamente2. Um lugar onde um pensamento ou um sentimento podem ser gerados, mantidos e acalentados em vez de serem arrancados de nós à força. Um lugar onde as pessoas nos entendem4. Isso é lar.

É hora de voltar ao lar. Um lugar onde não há só tempo para contemplar, mas também para descobrir o esquecido, o enterrado, o que está fora de uso. Um lugar onde podemos explorar os destroços, os danos sofridos e os tesouros que restaram. Contemplar nosso mapa de cicatrizes, e descobrir o que levou ao quê e onde iremos em seguida. Um lugar onde podemos imaginar o futuro2.

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Gifs by Fabi                    

Oh, meu amor, leve-me para casa,  e faça desse lugar o seu lar5. O lugar onde tudo é como deveria ser, onde todos os ruídos parecem certos, onde a luz é boa e os cheiros acalmam em vez de nos deixar alarmados2. O lugar que nos proporciona equilibrio.  Isso é lar. Leve-me para casa é torne esse lugar suportável4. Um lugar que nos permite vivenciar o assombro, a visão, a paz, a despreocupação, a falta de exigências, a liberdade de ser quem nós somos2.

É hora de voltar ao lar.  Os clamores do mundo em sofrimento não podem ser atendidos por um única pessoa o tempo todo2. É preciso descansar das lutas diárias e do trabalho árduo. É preciso se afastar das solicitações dos demais. Deixá-los remarem o próprio barco.

É hora de voltar ao lar. Você vem comigo6?

Meu lar é sempre onde estou, meu lar está na minha mente, meu lar são meus pensamentos, meu lar é pensar as coisas que eu penso. Esse é meu lar. Meu lar não é um lugar material por ai… meu lar está na minha mente.
Bob Marley

Referências e Nota

Obrigada a cada um de vocês que com seu o tempo de leitura, comentários, links ou citações, tornam o La Loba um verdadeiro lar, e especialmente à Fabi por todo o seu talento e dedicação a essa casa, que já não é só minha, mas dela também!

1. Jamie Commons – Lead Me Home

2. Estes, C. P. 1994. Mulheres que correm com os lobos. Editora Rocco, Rio de Janeiro.

3. The Hobbit: An Unexpected Journey (2012) – IMDb

4. BBC One – Spooks

5. Robin Hood (2006 TV series)

6. BBC – Drama – North and South

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Do not be afraid of the road1,2. Of the empty that arises in the chest. Do not be afraid to venture into the beyond. Do not be afraid to launch into the unknown. You have to see it, you have to live it. It’s necessary to experiment the meander of life. The wind will take us.
And everything will be okay.

The wind will take our prayers to the Big Dipper. You have to believe. Even an instant of velvet. That nothing is useless. Each moment has a purpose. The dream, the fantasy, the love. That’s our flying carpet. The wind will take it away.

And everything will disappear.

The prejudice and pride. These wounds that keep us apart. The wind will carry it away. The palaces of the yesterday, today and tomorrow. The walls that surround us. The wind will cast it into the atmosphere.

And everything will be okay.

ns4-232.jpgThe dust in our minds. The perfume of our dead years. The genetics that weighs on our shoulders. The memories that bind us to the past. The wind will carry it away. As the tide rises.

And everything will disappear.

Do not be afraid of shadows. The deeper parts of your kidneys. Fears, disappointments, broken dreams. Everything will disappear. The wind will carry it away.

And everything will be okay.

Infinity of destinies knocks on your door. Which will you choose? Everyone’s caught their accounts. We are not sure of tomorrow, but our flying carpet, our immortal soul, the wind will take it to the Big Dipper. And those wounds that keep us apart.

Everything will disappear.

I’m not afraid of the road. Of the empty that is on my chest. I’m not afraid to throw myself into the unknown. Of the meander of our body. Let’s just see, let’s just live. The wind will take us away.

And everything will be okay.

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References and Notes

1. Shophie Hunger – Le Vent nous Portera (lyrics and translate)

2. Noir Desir – Le Vent nous Portera

3. Richard Armitage as John Thornton and Daniela Denby-Ashe as Margaret Hale in North and South. DVD. BBC. Images available in RAnet

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ns4-087.jpgNão tenha medo da estrada1,2. Do espaço vazio que surge no peito. Não tenha medo de arriscar-se a ir além. De lançar-se no desconhecido.  É preciso ver, é preciso viver. É preciso experimentar os meandros da vida. O vento nos levará.

E tudo ficará bem.

O vento levará nossas preces a Ursa Maior. É preciso acreditar. Mesmo que seja um instante de veludo. Que nada é inútil. Cada momento tem um propósito. O sonho, a fantasia, o amor. Esse é o nosso tapete voador. O vento irá levá-lo para longe.

E tudo vai desaparecer.

O preconceito e o orgulho. Essas feridas que nos mantêm separados. O vento irá levá-los para longe. Os palácios de ontem, de hoje e de amanhã. As muralhas que nos cercam. O vento irá lança-los a atmosfera.

E tudo ficará bem.

ns4-232.jpgA poeira em nossas mentes. O perfume de nossos anos mortos. A genética que  pesa em nossos ombros. As memórias que nos prendem ao  passado. O vento irá leva-los para longe.  Enquanto a maré sobe.

Tudo irá desaparecer.

 

Não tenha medo das  sombras. Das partes mais profundas de seus rins. Os medos, os desapontamentos, os sonhos desfeitos. Tudo irá desaparecer. O  vento  irá levá-los para longe.

E tudo ficará bem.

A infinidade de destinos que bate a sua porta. Qual você irá escolher? Todos estão presos as suas contas.  Não temos certeza do amanhã, mas nosso tapete voador, nossa alma imortal, o vento a levará para a Ursa Maior. E essas feridas que nos mantêm separados.

Tudo vai desaparecer.

Não tenho medo da estrada. Do espaço vazio que há no meu peito.  De lançar-me ao desconhecido. Dos meandros dos nossos corpos. Vamos apenas ver, vamos apenas viver. O vento nos levará para longe.

E tudo ficará bem.

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Referências e Notas

1. Shophie Hunger – Le Vent nous Portera lyrics and translate

2. Noir Desir – Le Vent nous Portera

3.  Richard Armitage como John Thornton e Daniela Denby-Ashe como Margaret Hale em  North and South. DVD. BBC. Imagens disponiveis em RAnet

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Mother’s love is given by God. It holds fast for ever and ever

(Gaskell, 2011).

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My mother says that as we get older we understand more our parents, perhaps it’s because we understand more ourselves. But regardless our real mother, most adults have an inner mother, as a legacy of your real mother, that compose not only the mother’s personal experience but also from other mother figures in our lives. In Jungian psychology, this whole tangle is called mother complex (Estés, 1994). According to Clarissa Estés (1994), the inner mother is a central aspect of the human psyche, and it is important to recognize her condition, enhancing certain characteristics, correcting some, eradicating others and starting all over again if necessary. Over time, I did my homework, rebuilding my inner mother more in line with the emotional needs of my inner child. And everything was in peace with my mother and me; until my brothers began to have children…

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Carol (8), Marina (8), Flávia (4) e Claudio (11)

As a younger sister, single and starting college, I had some free time to spend with my nephews. And it was a pleasure! My favorite walk was to take them to the city park, where my brothers and I played as children, and watching them discovering new (to them) adventures! At each challenge their tiny hands clutched in my hand in search for security and if anything frightened them; they looked to me immediately. And then I smiled at them, with eyes that said everything was fine and that I was there for them, and so they felt safe and indulged their games. And in those moments, I became aware that I had become a mother figure for those children.

Each advice, every word, every gesture. Help to write the story of Carol, has been more intense therapy to which I did. The most transformative. Being a friend and counselor for Carol makes me revise everyday my concepts, prejudices, fears and victories. Be aware that I am part of the story of Carol, makes me just want to be a better person.

(The story of Carol, Wolf Tales, June 2010 published in the Living Goddess)

… And well, the wonderland collapsed again! What mother figure I wanted to be to these kids? An ambivalent mother, a prostrate mother, a motherless child, a child mother? (See Estés for further explanation).

No, I wanted to be a wolf mother, a wild mother. One that embodies the feminine force to nourish, nurture and love her pups, helping them to discover their talents. One that has the ability to overcome difficult times, defending her brood with claws and teeth, and therefore one that can be invoked as a source of sustenance and protection. And for that, I needed real women in the objective world that were older and wiser to teach me to be a mother. Women who have become wise because they  have gone through everything that went into creating her children, be they a real brood or her creative projects. And regardless cost, your eyes see, ears hear, her tongues speak and they are gentle (Estés, 1994). So I needed my Mother.

Speak to me again in the old way, mother. Do not let us have to think that the world has too much hardened our hearts. If you would say the old good words, it would make me feel something of the pious simplicity of my childhood (Gaskell, 2011).ns3-041.jpg

I needed my mother’s ancestor, the creator Mother, which has many faces and many names, and that is represented in many cultures as the "Lady of unconditional love". I needed one that nurtures with the milk of compassion and purifies and liberates human beings from their pain, suffering and selfishness, pouring over them waves of unconditional love (Fur, 2012). Radiating the light of understanding that allows us to understand our confusion, and with her patient wisdom, she strives to free us from the darkness of ignorance, from the shackles of the material and spiritual illusions. One that  teach us to look within ourselves and discover the best in us, helping us to establish relationships of care and respect for all living beings (Fur, 2012). And she was close to me, represented by my mother, aunts, sister and friends.

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Thus, as the years pass, I understand more my mother, maybe because I understand more myself. At the end of last week, my mother did 68 years, and my brothers and I offered her a surprise party. In attendance were some of our mothers, people who saw us grow along with their own children. And of course her grandchildren and sons were the topic of conversation. Oh, Carol makes veterinary medicine at UNB. And Marina makes meteorology at UFRJ, while Claudio did the administration and he works with his father. Flávia is finishing high school. And Ana Cris went to New Zealand…

I still do not know what kind of mother I am for my nephews, but if I go a little bit like my mother, I’ll be satisfied!

Happy Mother’s Day!

References

Estés, C.P. 1994. Women who run with the wolves: myths and stories of the wild womanarchetype. Editora Rocco, Rio de Janeiro.
Gaskell, E. In 2011. North and South, Landmark Publishing, Sao Paulo, Brazil.
Faur, M. 2012. Tara, the Great Compassionate Mother and Protector. Living Goddess,No. 150. Available only in Portuguese

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O amor de mãe é uma dádiva de Deus. Se mantém firme por todo o sempre (Gaskell, 2011).

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Minha mãe diz que a medida que envelhecemos compreendemos mais o nossos pais, talvez porque compreendermos mais a nós mesmos. Mas indenpedente de nossa mãe exterior, a maioria dos adultos tem uma mãe interior, como legado de sua mãe verdadeira, que compô-se não só da experiência da mãe pessoal mas também de outras figuras maternas de nossas vidas. Na psicologia junguiana, esse emaranhado todo é chamado de complexo materno (Estés, 1994). Segundo Clarissa Estés (1994), a mãe interna é um dos aspectos centrais da psique do ser humano, e é importante reconhecer sua condição, reforçando certas características, corrigindo algumas, erradicando outras e começando tudo de novo se necessário. Ao longo do tempo eu fiz o meu dever de casa, reconstruíndo a minha mãe interna mais de acordo com as necessidades emocionais da minha criança interior. E tudo estava em paz com minhas mães e eu até que meus irmãos começaram a ter filhos…

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Carol (8), Marina (8), Flávia (4) e Claudio (11)

Como irmã mais nova, solteira e iniciando a faculdade, eu tinha algum tempo livre para estar com meus sobrinhos. E isso era um prazer! Meu passeio preferido era levá-los ao parque da cidade, onde eu e meus irmãos brincávamos quando crianças, e vê-los descobrir novas (para eles) aventuras! A cada desafio suas mãos pequeninas se agarravam as minhas em busca de segurança e se algo os assustava eles olhavam imediatamente para mim. E então, eu lhe sorria, dizendo com olhos que estava tudo bem, que eu estava ali para eles, e assim, eles se sentiam seguros e se entregavam as suas brincadeiras. E nesses momentos, eu tomava consciência que eu me tornara  uma figura materna para aquelas quatro crianças.

Cada conselho, cada palavra, cada gesto. Ajudar a escrever a história da Carol, tem sido a terapia mais intensa ao qual eu me submeti. A mais transformadora. Ser amiga e conselheira da Carol me faz rever todos os dias os meus conceitos, preconceitos, medos e vitórias. Ter consciência que eu faço parte e influencio a história da Carol, me faz simplesmente querer ser uma pessoa melhor.

(A história de Carol, Contos de Loba, junho de 2010 publicado no Jornal Deusa Viva)

…E assim, o país das maravilhas ruiu outra vez! Que exemplo de figura materna eu queria ser para aquelas crianças?  Uma mãe ambivalente, uma mãe prostrada, uma criança sem mãe, uma mãe criança? (veja Estés para maiores explicações).

Não, eu queria ser uma mãe loba, uma mãe selvagem. Aquela que personifica a força feminina para nutrir, cuidar e é amorosa com seus filhotes, os ajudando a descobrir os seus talentos. Aquela que  tem a habilidade de superar momentos difíceis, defendendo sua prole com garras e dentes, e que por isso pode ser invocada como uma fonte de sustentação e proteção. E para isso, eu precisava de mulheres reais no mundo objetivo que fossem mais velhas e mais sábias para me ensinar a ser uma mãe. Mulheres que se tornaram calejadas por terem passado por tudo que passaram na criação de seus filhos, sejam eles uma prole real ou seus projetos criativos. E indenpendentes do custo, seus olhos vêem, seus ouvidos ouvem, suas línguas  falam e elas são amorosas (Estés, 1994).  Então eu precisava de minha Mãe.

Fale novamente comigo daquele modo, mãe. Não nos deixe pensar que o mundo endureceu demais os nossos corações. Se a senhora dissesse aquelas boas e velhas palavras, me faria sentir um pouco da simplicidade piedosa da minha infância (Gaskell, 2011).

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Eu precisava da minha Mãe ancestral, da Mãe criadora, que tem muitas faces e muito nomes, e que é representada em diversas culturas como a  “Senhora do amor incondicional”. Eu precisava daquela que nutre com o leite da compaixão, purifica e liberta os seres humanos das suas dores, egoísmos e sofrimentos, vertendo sobre eles ondas de amor incondicional (Fur, 2012). Irradiando a luz da compreensão, que nos permite perceber nossa confusão e, com a sua paciente sabedoria, ela se empenha em nos libertar da escuridão da ignorância, das amarras materiais e das ilusões espirituais. Aquela que nos ensinam a olhar para dentro de nós e descobrir o melhor que existe em nós, auxiliando-nos a estabelecer relações de cuidado e respeito com todos os seres vivos (Fur, 2012). E ela estava perto de mim, representada pela minha mãe, tias, irmã e amigas.

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Assim, à medida que os anos passam, eu compreendo mais a minha mãe, talvez porque eu compreenda mais a mim mesma. No final de semana passada, minha mãe fez 68 anos, e eu e meus irmãos lhe oferecemos uma festa surpresa.  Estavam presentes algumas de nossas mães, pessoas que nos viram crescer junto com seus próprios filhos. E claro seus  netos e  filhos foram o tema da conversa. Ah, a Carol faz Medicina Veterinária na UnB. A Marina faz Meterologia na UFRJ,  enquanto o Claudio fez administração e já trabalha com o pai. A Flávia está terminando o ensino médio. A Ana Cris foi para a Nova Zelândia…

Eu ainda não sei o tipo de mãe que eu sou para os meus sobrinhos, mas se eu for um pouquinho parecida com a minha mãe, eu estarei satisfeita!

Feliz Dia da Mâes!

Referências

Estés, C.P. 1994. Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. Editora Rocco, Rio de Janeiro.

Gaskell, E. 2011. Norte e Sul. Título Original: North and South, Editora Landmark, São Paulo, Brasil.

Faur, M. 2012. Tara, Grande Mãe Compassiva e Protetora. Deusa Viva,  nº 150. Disponível somente em português. 

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CallieNo jardim da Grande Mãe há inúmeras flores. Flores formosas, exuberantes, coloridas, cheirosas. Flores que falam de amor, de amizade e de bem querer. Flores pequenas que nascem no alto da montanha, entre as pedras vencendo todas as adversidades, nos falam de resistência e perseverança. Flores que nos inspiram no trânsito das grandes cidades pedindo para não esquecermos a beleza da vida. Eu gosto de saudar todas as minhas amigas com um “Olá Flor”  porque isso me faz lembrar que a amizade é uma flor rara que  deve ser  regada e cuidada. Esse ano, eu conheci uma flor chamada Calexora. Callie parece uma flor pequena e delicada por fora, mas por dentro há uma grande força,  que como as pequenas flores na montanha  apesar do frio, do vento e da altitude,  espalham a sua beleza pelo mundo.

Há algum tempo atrás Calexora teve uma grande ideia, fazer um livro de homenagem para comemorar o aniversário de 40 anos de Richard Armitage. BookRA

Sua alegria era tão entusiástica e seu trabalho foi tão delicado, que ela conseguiu unir 117 mensagens oriundas de 31 países, fortalecendo a amizade entre inúmeras pessoas. Eu fui uma das que escreveu para ele em seu livro, apesar de toda a minha resistência para esse tipo de interação com um artista. Eu divido com vocês o que eu escrevi, numa forma de homenagear a nossa querida amiga e lembrar a ela que tudo dará certo.

http://calexora.wordpress.com/2011/08/02/presenting-our-gem-of-a-birthday-book-for-richard/

Brasil, 20 de junho de 2011

Prezado Richard Armitage,

O fato de não nos conhecemos não impede que o considere um amigo. Os laços da fraternidade, por vezes independem do contato direto e nascem, primeiramente, da empatia, da capacidade de se sentir na pele do outro, da habilidade de se reconhecer no outro e assim perceber a unidade da vida. A dor de um ser é a dor de todos os seres. E a felicidade de um é a felicidade de todos. O que eu diria a um amigo no dia de seu aniversário? Eu olharia em seus olhos e lhe daria um sorriso, e em minha mente faria uma prece. Agradeceria aos céus por esse precioso amigo, por poder contar com sua existência e experiência. Lançaria meus olhos ao alto e rogaria para que sua estrada fosse tranquila, que sua mesa fosse farta, que seus sonhos se concretizassem e que alcançasse a paz interna. E num mundo tão árido de palavras afetuosas e de gestos de amor, eu lhe diria por que ele é importante para mim.

Assim, Richard, posso o chamar assim? Você é um amigo importante para mim, porque através de sua arte posso esquecer por alguns minutos o meu mundo externo e mergulhar num mundo mais profundo e rico: o mundo interior. Com rh207_046você posso mergulhar no lado escuro da minha alma. Todos nós somos um pouco vilão. Ferimos, magoamos, somos egoístas e manipuladores em relação a pelos menos um ser em nosso caminho. Negar isso é negar a nossa natureza humana. Como no conto indígena dentro de mim há dois cães, um cruel e outro bom. Qual deles eu alimento mais? Quando assisto Guy of Gisborne vejo seu cão raivoso, frustrado por tudo que lhe foi negado. Vejo sua descida ao inferno da culpa e do remorso e me entristeço ao perceber que sua felicidade está tão próxima, mas ele não percebe. E isso me faz refletir sobre a minha frustração e raiva, estará a minha felicidade tão próxima e eu não percebo? Como Lucas North, qual a extensão dos meus danos? Posso sobreviver aos anos de tortura, mas será que posso sobreviver aos meus erros? Criei uma máscara e atuo como se a vida fosse um teatro? series9-20

Fingir ser o que não sou? Ou posso assumir que errei, e por pior que seja o meu erro, decidir continuar em frente. Ser melhor e fazer o bem. Não é este um verdadeiro ato de heroísmo?

E isso que eu vejo em John Porter.

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E claro ninguém é verdadeiramente um guerreiro se não enfrentou a parede de escudo. Escudo contra escudo. A parede de escudo pode ser uma doença, pode ser uma dificuldade emocional. Para você talvez seja lidar com o assédio de tanto fãs. É a prova de fogo. Cada um tem a sua. Mas a guerra (real ou não) é equivocada em todos os sentidos, nascemos para a felicidade e se sofremos é porque nos desviamos dela! Sou romântica? Claro que sou! Suspiro com os sonhos de Margaret, seus equívocos, seu idealismo, sua juventude. Sonho com John Thornton, sua força masculina, sua vivacidade, sua audácia e seu amor incondicional. Não é isso que desejam todas as mulheres? Serem amadas e amar? Sim um coração feminino é nutrido pelo amor! Minha mente racional está longe dos romances e não busca mais o homem ideal. Mas a menina que eu fui, essa sim, adora os finais felizes. Eu a deixo viver dentro de mim, brincar com suas bonecas, a mulher adulta que sou pode lidar com a realidade e nutri-la com diversos heróis românticos e com um mundo de fantasia. John Thornton é o seu preferido, ele a encanta! E assim, com a minha criança saudável, meu coração não se torna árido e sem esperança.

Querido amigo há tanto que eu queria lhe falar! Mas eu sei que você tem uma longa aventura em montanhas distantes enfrentando dragões! Não vou prendê-lo mais. Vou apenas lhe dizer: Richard ser ator é um dom. Nas crenças antigas, o dom era um presente dos deuses para auxiliar os outros e a própria alma a evoluir. Obrigada por exercer com tanta responsabilidade e talento o seu dom. Que sua estrada seja tranquila, que sua mesa seja farta, que seus sonhos se concretizem e que você alcance a paz interna.

Que assim seja

Ana Cris

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Referências e Legendas

Figura 1. Guy of Gisborne. Robin Hood (TV Series 2006-2009). BBC One. Imagem disponivel em http://www.richardarmitagenet.com/

Figura 2. Lucas North. Spooks( Tv Series 2008-2010). BBC. Imagem disponivel em http://www.richardarmitagenet.com/

Figura 3. John Porter. (Tv Series 2010-2011). Sky 1. Imagem disponivel em http://www.richardarmitagenet.com/

Figura 4. North and South. DVD. BBC. Imagem disponivel em http://www.richardarmitagenet.com/

Figura 5. The Hobbit: An Unexpected Journey Warner. Imagem disponivel em http://www.richardarmitagenet.com/

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