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Posts com Tag ‘John Porter’

A few years ago, I had an accident on skates. I went down a track at high speed when a car passed me and it scared me. Despite being a seasoned skater, I made a primary mistake: I stretched my knees and threw my body back. That would have been enough for a big fall, but I just had the medical release for exercise, after minor surgery. (Yes, Mom, the doctor never mentioned skates!). During the fall, I realized I was falling in wrong side. Thus, I turned my body, but not enough. The result was that my face hit the pavement, and had a slight sag in the left cheek, a cut on my lips and multiple bruises throughout the body. After a brief recovery, I got up and went to my car to check the damage. My face was unrecognizable and my white shirt was completely red with blood. What made me decide it was best to go home and change it, and then go to a hospital. It was a nice way to debut in doctoral program 15 days later, after my second medical release. At that time, a friend asked me in jest, “Ana, how do you survive? And I replied in a tone slightly ironic: If you survive your childhood, you survive anything”.

Richard Armitage played John Porter in Strike Back. Source: RichardArmitageNet.com

So today, I was thinking about that phrase, when I said for the first time many years ago and how it directed my life. Every crisis, every obstacle, every disappointment, I just told myself: You have been through worse. You will survive. I learned how to survive. And in the process, you can get hard like neck  meat.

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Richard Armitage played John Porter in Strike Back. Source: RichardArmitageNet.com

I do not remember anything about the physical pain of the accident. In fact, my memory it is associated with good things. The freedom, the speed, daring, courage, my adventurous child, and then in the care of friends and family and access to privileges never before achieved in the university (a room with a computer for exclusive use) even with all my merits academics. (Do you remember when you were a kid and took a little tumble doing an art whatsoever’s? That feeling!)

However, emotional pain remains for longer and stronger in memory. The emotional pain has a unique ability to come back to mind and hurt again, and again our feelings. And it is so hard to spend even a second in the company of those who cannot help us flourish.

Most memorable audition?
It was for a big Hollywood blockbusker. I went to shake the director’s hand and the assistant leap up and slapped my hand away – the director’s not shaking anyone’s hand today. I felt like a leper and then had a terrible audition.
(Richard Armitage, TimeOut-28oct2009)

And the negative feelings caused by pain can completely change someone’s life. Therefore, we become survivors rather physical, but emotional damage. A Jungian analyst Clarissa Estes in her book Women who run with the wolves says that in such situations if we are able of survive, just it is a victory. For many, the power is in the word itself. However, she warns: there comes a time when the threat or trauma, is already part of the past. Therefore, we have to go the next stage of survival, healing and future development (Estes, 1992).

If we remain in the stage of survivors without advancing the development, we will be limiting our energy and reducing our power in the world. Instead of making the survival the main part of our life, it is better to use it as one among many insignia. Humans deserve to be covered with beautiful memories, medals and decorations for having lived, fighting and left victorious. However, it is not good to base the identity of the soul only in the done, in the defeats and victories in the tough times. This attitude can be limiting for future development (Estes, 1992).

Richard Armitage played John Porter in Strike Back. Source: RichardArmitageNet.com

Clarissa makes a comparison that attitude with a small hardy plant that —without water, sun, nutrients — produced a single leaf. Despite the circumstances. However, the rainy season has arrived and it is time to  thrive.  Thrive means have abundance, developing force fully, express themselves fully. Thrive means putting themselves in situations of exuberance, light and nutrition to thrive there. That is our destiny. Thrive with flowers and dense leaves. Then she tells us, the first step towards development is to honor our inner child offering her a song, a poem, a drawing or a gift by way of recognition of his heroism, his grit and his triumph over adversity (Estes, 1992).

This way of looking at the past have some effects: it provides a new perspective, a compassionate interpretation of the past, to show what the person experienced, which was made of it, which is admirable. It is the fact of admire the feat, instead of living it, that sets us free. Thrive, not just survive, it is our destiny on earth (Estes, 1992).

“Richard is a powerful actor with a wide range, and we’re very excited to be handing Thorin over to him. In this partnership, we need Richard to give us his depth, range, and emotion as an actor — and we’ll make him look like a dwarf!”
(Peter Jackson, The Hobbit, EW)

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Reference

1. Destiny’s Child • Survivor

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2. Estes, C. P. 1992. Women who run with the wolves. Editora Rocco, Rio de Janeiro.

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Sobrevivente

Há alguns anos atrás, sofri um acidente de patins. Eu descia numa pista  em alta velocidade quando um carro passou  e eu me assustei. Apesar de ser uma patinadora experiente, eu cometi um erro primário: estiquei os joelhos e joguei o corpo para trás. Isso teria sido suficiente para um belo tombo, mas eu tinha acabado de ter alta para realizar exercícios físicos, após uma pequena cirurgia. (Sim, mãe, o médico nunca mencionou patins!). Durante a queda, percebi que estava caindo no lado errado. Assim, girei o corpo no ar, mas não o suficiente.  O resultado foi que bati o rosto no asfalto, e tive um leve afundamento na face esquerda, um corte  nos lábios e escoriações múltiplas pelo corpo.  Após um tempo, eu me levantei e fui para o meu carro, verificar os estragos. O meu rosto estava irreconhecível e a  minha camisa branca, estava completamente vermelha de sangue. O que me fez decidi que era melhor ir para casa trocá-la e em seguida ir para um hospital. Foi uma bela maneira de estrear no curso de doutorado 15 dias depois, após a minha segunda alta. Naquela ocasião um amigo me perguntou em tom de brincadeira: Ana, como você sobreviveu? E eu respondi num tom levemente irônico: Se você sobrevive a sua infância você sobrevive a qualquer coisa.

Richard Armitage played John Porter in Strike Back. Source: RichardArmitageNet.com

Então hoje, eu estava pensando sobre essa frase, quando a pronunciei pela primeira vez há muitos anos atrás e como ela direcionou a minha vida. A cada crise, a cada obstáculo, a cada decepção, eu apenas dizia a mim mesma: Você já passou por coisa pior, você vai sobreviver. Eu aprendi a sobreviver. E nesse processo, você pode ficar duro como carne de pescoço.

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Richard Armitage played John Porter in Strike Back. Source: RichardArmitageNet.com

Eu não lembro da dor física desse acidente. Na verdade, nas minhas lembranças ele está associado a coisas boas. A liberdade, a velocidade, a ousadia, a coragem, a minha criança aventureira, e depois aos cuidados dos amigos e familiares  e o acesso a privilégios nunca antes obtido na universidade (uma sala com um computador de uso exclusivo) mesmo com todos os meus méritos acadêmicos. (Você  se lembra quando era pequeno e levou um tombo fazendo uma arte qualquer? É essa a sensação!)

No entanto, a dor emocional permanece por mais tempo e com mais força na memória. A dor emocional tem uma capacidade única de voltar à mente e ferir de novo, e de novo os nossos sentimentos.  E é muito difícil passar um segundo sequer na companhia de quem não pode nos ajudar a florescer.

Most memorable audition?
It was for a big Hollywood blockbusker. I went to shake the director’s hand and the assistant leap up and slapped my hand away – the director’s not shaking anyone’s hand today. I felt like a leper and then had a terrible audition.
(Richard Armitage, TimeOut-28oct2009)

E os sentimentos negativos provocados pelo sofrimento podem mudar completamente a vida de alguém. E assim, nos tornamos sobreviventes não de danos físicos, mas de danos emocionais. A analista junguiana Clarissa Estes  em seu livro Mulheres que correm com os lobos diz que em tais situações sermos capazes de dizer que sobrevivemos já é uma vitória. Para muitos, o poder está na própria palavra. No entanto, ela adverte: chega uma hora em que a ameaça, ou o trauma, já faz parte do passado. É então que se passa ao próximo estágio da sobrevivência, à cura e ao desenvolvimento futuro (Estes, 1992).

Se permanecermos no estágio de sobreviventes sem avançar para o desenvolvimento, estaremos nos limitando, reduzindo nossa energia e nosso poder no mundo.  Em vez de tornar a sobrevivência a peça principal da nossa vida, é melhor usá-la como uma entre muitas insígnias. Os seres humanos merecem estar cobertos de belas recordações, medalhas e condecorações por terem vivido, lutado e saído vitoriosos. No entanto, não é bom basear a identidade da alma exclusivamente nos feitos, nas derrotas e nas vitórias dos tempos difíceis.  Essa atitude pode ser limitadora para o desenvolvimento futuro (Estes, 1992).

Richard Armitage played John Porter in Strike Back. Source: RichardArmitageNet.com

A autora faz uma comparação dessa atitude com uma pequena planta resistente que conseguiu — sem água, sem sol, sem nutrientes — produzir uma única folha. Apesar das circunstâncias. No entanto,  a estação das chuvas chegou  e é   hora de vicejar.  Vicejar significa ter viço, desenvolver com força, manifestar-se plenamente. Vicejar significa colocar-se em situações de exuberância, de luz e de nutrição para ali prosperar.  É esse o nosso destino. Vicejar com flores e folhas densas. Então, ela nos diz, o primeiro passo rumo ao desenvolvimento é homenagear a nossa criança  ofertando a ela uma canção, um poema, um desenho ou um presente à guisa de reconhecimento do seu heroísmo, sua garra e  seu triunfo sobre a adversidade (Estes, 1992).

Essa maneira de olhar o passado surte alguns efeitos: ela proporciona uma nova perspectiva, uma interpretação compassiva dos tempos passados, ao exibir aquilo que a pessoa vivenciou, o que foi feito daquilo, o que é admirável. É o fato de admirar o feito, em vez de vivê-lo, que nos liberta. Vicejar, não apenas sobreviver, é o nosso destino na terra (Estes, 1992).

“Richard is a powerful actor with a wide range, and we’re very excited to be handing Thorin over to him. In this partnership, we need Richard to give us his depth, range, and emotion as an actor — and we’ll make him look like a dwarf!”
(Peter Jackson, The Hobbit, EW)

Richard Armitage, ComicCon San Diego, July 14, 2012. Source: RichardArmitageNet.com

 

Referências

1. Destiny’s Child • Survivor

2. Estes, C. P. 1992. Women who run with the wolves. Editora Rocco, Rio de Janeiro.

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A bonfire ignites the valley.                                                  Pass suddenly along the hillsides
A dance shakes all the earth.                                                 To lose themselves in darkness.
Shadows vague and shapeless                                             Whose is the dance the night has
Roaming the valley in black flashes                                                                 filled with terror?
                                                                                                                          (FernandoPessoa,       
                                                                                                                    English version available )

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The scorpion promises transformation. In ancient Egypt, Selkhet is the lady of the underworld and rebirth of the soul. Her symbol is the scorpion, being represented as a woman with a scorpion on her head or as a scorpion with a image_thumb[18]woman’s head. For the ancient Egyptians, Selkhet was a goddess invoked for protection against bites of venomous animals, usually lethal. Scorpion stings lead to paralysis and Serket’s name describes this, as it means (she who) tightens the throat, however, Serket’s name also can be read as meaning (she who) causes the throat to breathe, because in some species the poison itself is the antidote to its spur. Already, in Greek mythology death of Orion (son of Zeus) was caused by a scorpion. According to legend, Orion was an excellent hunter, with rare beauty and had the predilection of the goddess Artemis, but was beloved by the goddess Aurora. For jealousy, Artemis send a giant scorpion out of the earth and he sting to death the heel of the hunter, who at that time is taken into heaven along with the animal, forming the constellations Orion and Scorpio, which are kept separate to avoid further disputes. Scorpio, with its main red star Antares, appears in the eighth house of the zodiac, and translates, for astrologers, the sign that is associated with the mystical force in the critical processing steps such as reproduction, death and rebirth.

image_thumb[20]So, the learning path of this powerful animal is not for the faint of heart, because the change that the scorpion promises must be preceded by the death of something: an idea, a relationship or a way of life, for that rebirth can occur.

Thus, Scorpio requires that a person becomes a disciple, or someone who is consciously willing to provide help for the evolution of humanity. And to do that, he has to try his hand: to go as far as possible within yourself, look all their miseries in order to die and be reborn as a Phoenix, fully aware of who he is and what it’s worth. The motto of Scorpio is transpersonal “Warrior I am and from the battle I emerge triumphant.” It is the struggle that will bring results even if the person dies.

SBPromo-03_thumb[3]Scorpio brings intensity, strength, intelligence and sexuality. He invites us to go deeply and passionately in everything, by accessing our survival instinct. People with the power of scorpions are strong and have the ability to inspire. Scorpio them confers the powers of charisma, rejuvenation, transformation, death and rebirth,  magnetism, passion, intensity, boldness and healing at the all level.

A strong message that the Scorpion has for us is the protection. Their main physical characteristics are natural systems protection. For example, consider the hard exoskeleton of a scorpion as a line of defense. Also consider chelicerae and pedipalps are potentially harmful – not to mention its poisonous sting. Thus, the appearance of the Scorpion seems to say “Do not mess with me.”

Scorpions are almost always solitary, although some species may develop some degree of social behavior. The interaction intraspecific best studied and most complex of the scorpion is the courtship behavior, which was first described in the early nineteenth century and only in the 1950s it was discovered the indirect transfer of sperm. (Sexual needs are very strong in people attuned to the scorpion. However, they usually have period of solitude interspersed with intense and passionate relationships, again the symbol of reproduction, death and rebirth.)

image_thumb[24]The courtship behavior of scorpions1,2 can be basically divided into three phases: initiation, promenade à deux (walking to two) and  sperm transfer. In the first, relatively fast, the couple meets, and occurs intraspecific recognition and sexual , only proceeding if the female usually larger than the male, is receptive.

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The second part of the process of reproduction can be summarized by the classical ‘promenade deux’2 (Fig. 1) in which the male first approaches the female and then grasps her pedipalp chelae with his own chelae fingers. A form of dance then takes place. During the dance, the male stimulates the female and reduces her aggressiveness leading it in various directions, holding her pedipalps, exploring the environment in search of suitable surface to effect the deposition of the spermatophore. The duration of this phase is directly influenced by the time of search of the deposition site (5 minutes or 48 hours). In the next phase, the male deposits the spermatophore on the substrate chosen and pulls the female, positioning her properly on it. The female genital operculum opens as she stoops over the spermatophore, allowing sperm to enter her reproductive tract and fertilization occurs. In addition to these three phases has been reported post-transfer behavior in some species, such as consumption of the spermatophore and cannibalism. Cannibalism is the post-mating behavior that draws the most attention from researchers and occurs when the female sees the male as prey rather than as a partner. Here, the Scorpio is a clear warning:  control your passions so that they do not consume you.

Therefore, as a power animal, the Scorpion represents protection, passion, control, intensity. When the Scorpion makes an appearance in our lives he calls us for his mystical dance of passion, death and rebirth. We are ready for his walk for two?

Reference

Promenade à deux – Scorpion Tales (2012) for Two Harps. Composed by Robert Paterson, and Duo Scorpio performed by Kathryn Andrews and Kristi Shade

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1. BRASIL, T. K. & PORTO, T. J. 2010. Os escorpiões. Salvador: EDUFBA, 2010.
84 p.

2. LOURENÇO, W. R. 2000. Reproduction in scorpions, with special reference to parthenogenesis. European Arachnology 2000, pp. 71-85.

3. Algumas das informações desse post sobre o totem Escorpião foram derivadas das seguintes fontes: Some of the information on this post about scorpion-totem was derived from the following sources:

Scorpion – A Symbol Meaning of Stinging Importance

Scorpion

Scorpion Totem, Scorpion Medicine

4. All images are Chris Ryan’s Strike Back is a six-part British television series based on the novel of the same name written by best-selling author and former soldier of the Special Air Service, Chris Ryan. It was produced by Left Bank Pictures for Sky1. The cast of Strike Back is led by Richard Armitage, who plays series protagonist John Porter. Porter served with the SAS until he was discharged after he saved a boy who was believed to have murdered two soldiers in his unit following a rescue operation the night before the Iraq invasion.

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No vale clareia uma fogueira.                                                          Subitamente pelas encostas,
Uma dança sacode a terra inteira.                                                Indo perder-se na escuridão.
E sombras desformes e descompostas                     De quem é a dança que a noite aterra?
Em clarões negros do vale vão                                                                         (Fernando Pessoa)
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O escorpião promete transformação. No Egito antigo, Selkhet1 é a senhora do mundo subterrâneo e do renascimento da alma. Seu símbolo é o escorpião, sendo representada como umaimage mulher, com um escorpião sobre a cabeça ou como um escorpião com cabeça de mulher. Para os egipícios antigos, Selkhet era um deusa invocada para a proteção contra picada de animais peçonhentos, geralmente letais. O  veneno do Escorpião  pode levar à paralisia e nome Serket descreve isso, pois significa aquela que aperta a garganta, mas, também pode ser lido como aquela que faz com que a garganta volte a respirar, pois em algumas espécies  o próprio veneno é o  antídoto para o seu aguilhão. Já, na mitologia grega a morte de Órion2 (filho de Zeus) foi ocasionada por um escorpião. Segundo a lenda, Órion era exímio caçador, dotado de um porte de rara beleza e tinha a predileção da deusa Artemis, mas também era amado pela deusa Aurora. Por ciúme, Artemis fez com que um escorpião gigante saísse da terra e picasse mortalmente o calcanhar do caçador, que nesse momento é levado ao céu junto com o animal venenoso, formando as constelações Órion e Scorpio, que são mantidas separadas para evitar novas contendas. Scorpio, com sua principal estrela vermelha Antares, aparece na oitava casa do zodíaco  e traduz, para os astrólogos, o signo que está associado com a força mística nas fases críticas de transformação, como reprodução, morte e renascimento.

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Assim, o caminho de aprendizado desse animal de poder não é para os fracos de coração, pois a mudança que o escorpião promete deve ser precedida pela morte de  algo: uma idéia, um relacionamento ou um modo de vida, para que o renascimento possa ocorrer.

Dessa forma, Escorpião exige que  a pessoa se torna um discípulo, ou seja, alguém que está conscientemente disposto a prestar ajuda para a  evolução da humanidade. E para fazer isso, ele tem  que testar seu poder: ir o mais longe possível dentro de si mesmo, encarar todas as suas misérias para poder morrer e renascer como uma Fênix, plenamente consciente de quem é e o quanto vale. O lema transpessoal de Escorpião é “Guerreiro eu sou, e da batalha emerjo triunfante”. É a luta que vai trazer resultados, mesmo que a pessoa morra.

SBPromo-03Escorpião traz intensidade, força, inteligência e sexualidade. Convida-nos a ir profundamente e apaixonadamente em tudo, acessando nosso instinto de sobrevivência. Pessoas com a energia de escorpião são fortes e têm a habilidade de inspirar. Escorpião lhes confere os poderes de carisma, rejuvenescimento, transformação, morte e renascimento,  magnetismo pessoal,  paixão, intensidade, coragem e cura em todos os níveis. Uma mensagem potente que o Escorpião tem para nós é o de proteção.  Suas principais características físicas são sistemas naturais  de proteção do escorpião  Por exemplo, considere o exoesqueleto rígido do escorpião como uma linha de defesa. Considere também quelíceras e pedipalpos são potencialmente prejudiciais – para não mencionar o seu ferrão venenoso. Assim, a aparência do Escorpião parece nos dizer “Não brinque comigo.”

Escorpiões são quase sempre solitários, embora algumas espécies possam desenvolver algum grau de comportamento social.  A interação intra-específica mais bem estudada e mais complexa do escorpião é o comportamento de corte, que foi descrita pela primeira vez no início do século XIX e somente na década de 1950 foi descoberta a forma indireta de transferência de espermatozóides.  (Necessidades sexuais são muito fortes em pessoas sintonizadas com o escorpião. No entanto, elas geralmente têm período de solidão intercalados com relacionamentos intensos e apaixonados, novamente o símbolo reprodução, morte e renascimento.)

imageO comportamento de corte1,2 dos escorpiões pode ser dividido basicamente em três fases: iniciação, promenade à deux (caminhar à dois)  e transferência de espermatozóides. Na primeira, relativamente rápida, o casal se encontra, e ocorre o reconhecimento intraespecífico e sexual, somente prosseguindo se a fêmea, geralmente maior que o macho, estiver receptiva.

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A segunda parte da corte pode ser resumida pelo clássica ‘promenade à deux’2 (Fig. 1) na qual o  macho primeiro se aproxima da fêmea e depois agarra os pedipalpos dela com os seus  próprios. Em seguida,  toma lugar o ritual de dança. Durante a dança, o macho estimula a fêmea e reduz sua agressividade conduzindo-a em várias direções, segurando seus pedipalpos, explorando o ambiente à procura do substrato adequado para efetuar a deposição do espermatóforo. A duração desta fase é diretamente influenciada pelo tempo de encontro do local de deposição (5 minutos ou até 48 horas). Na terceira fase, o macho deposita o espermatóforo no substrato escolhido e puxa a fêmea, posicionando-a adequadamente sobre ele. O opérculo genital da fêmea se abre enquanto ela se abaixa sobre o espermatóforo, permitindo que os espermatozóides entrem em seu trato reprodutivo e ocorra a fecundação. Além dessas três fases, foram registados  comportamentos pós-transferência em algumas espécies, como o consumo do espermatóforo e o canibalismo. O canibalismo  é o comportamento pós-cópula que mais chama a atenção dos pesquisadores e ocorre quando a fêmea percebe o macho como uma presa e não como um parceiro. Aqui a advertência do Escorpião é clara: controle suas paixões, para que elas não o consuma.

Portanto, como um animal de poder, o Escorpião representa proteção, paixão, controle, intensidade.  Quando o escorpião faz uma aparição em nossas vidas ele nos chama a sua dança mística de paixão, morte e renascimento. Estamos prontos para a sua caminhada à dois?

Referências

Promenade à deux – Scorpion Tales (2012) for Two Harps. Composed by Robert Paterson, and Duo Scorpio performed by Kathryn Andrews and Kristi Shade

1. BRASIL, T. K. & PORTO, T. J. 2010. Os escorpiões. Salvador: EDUFBA, 2010.
84 p.

2. LOURENÇO, W. R. 2000. Reproduction in scorpions, with special reference to parthenogenesis. European Arachnology 2000, pp. 71-85.

3. Algumas das informações desse post sobre o totem Escorpião foram derivadas das seguintes fontes:

Scorpion – A Symbol Meaning of Stinging Importance

Scorpion

Scorpion Totem, Scorpion Medicine

4.  Todas as imagens são Chris Ryan’s Strike Back  é uma série da televisão britânica baseada no romance de mesmo nome escrito pelo ex-soldado da Special Air Service, Chris Ryan. Foi produzido por Imagens Left Bank para Sky1. O elenco de Strike BAck é estrelado por Richard Armitage, que interpreta o protagonista da série John Porter. Porter serviu com o SAS até que ele é reformado, após salvar um menino que se acreditava ter assassinado dois soldados de sua unidade, numa operação de resgate na noite anterior à invasão do Iraque.

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CallieNo jardim da Grande Mãe há inúmeras flores. Flores formosas, exuberantes, coloridas, cheirosas. Flores que falam de amor, de amizade e de bem querer. Flores pequenas que nascem no alto da montanha, entre as pedras vencendo todas as adversidades, nos falam de resistência e perseverança. Flores que nos inspiram no trânsito das grandes cidades pedindo para não esquecermos a beleza da vida. Eu gosto de saudar todas as minhas amigas com um “Olá Flor”  porque isso me faz lembrar que a amizade é uma flor rara que  deve ser  regada e cuidada. Esse ano, eu conheci uma flor chamada Calexora. Callie parece uma flor pequena e delicada por fora, mas por dentro há uma grande força,  que como as pequenas flores na montanha  apesar do frio, do vento e da altitude,  espalham a sua beleza pelo mundo.

Há algum tempo atrás Calexora teve uma grande ideia, fazer um livro de homenagem para comemorar o aniversário de 40 anos de Richard Armitage. BookRA

Sua alegria era tão entusiástica e seu trabalho foi tão delicado, que ela conseguiu unir 117 mensagens oriundas de 31 países, fortalecendo a amizade entre inúmeras pessoas. Eu fui uma das que escreveu para ele em seu livro, apesar de toda a minha resistência para esse tipo de interação com um artista. Eu divido com vocês o que eu escrevi, numa forma de homenagear a nossa querida amiga e lembrar a ela que tudo dará certo.

http://calexora.wordpress.com/2011/08/02/presenting-our-gem-of-a-birthday-book-for-richard/

Brasil, 20 de junho de 2011

Prezado Richard Armitage,

O fato de não nos conhecemos não impede que o considere um amigo. Os laços da fraternidade, por vezes independem do contato direto e nascem, primeiramente, da empatia, da capacidade de se sentir na pele do outro, da habilidade de se reconhecer no outro e assim perceber a unidade da vida. A dor de um ser é a dor de todos os seres. E a felicidade de um é a felicidade de todos. O que eu diria a um amigo no dia de seu aniversário? Eu olharia em seus olhos e lhe daria um sorriso, e em minha mente faria uma prece. Agradeceria aos céus por esse precioso amigo, por poder contar com sua existência e experiência. Lançaria meus olhos ao alto e rogaria para que sua estrada fosse tranquila, que sua mesa fosse farta, que seus sonhos se concretizassem e que alcançasse a paz interna. E num mundo tão árido de palavras afetuosas e de gestos de amor, eu lhe diria por que ele é importante para mim.

Assim, Richard, posso o chamar assim? Você é um amigo importante para mim, porque através de sua arte posso esquecer por alguns minutos o meu mundo externo e mergulhar num mundo mais profundo e rico: o mundo interior. Com rh207_046você posso mergulhar no lado escuro da minha alma. Todos nós somos um pouco vilão. Ferimos, magoamos, somos egoístas e manipuladores em relação a pelos menos um ser em nosso caminho. Negar isso é negar a nossa natureza humana. Como no conto indígena dentro de mim há dois cães, um cruel e outro bom. Qual deles eu alimento mais? Quando assisto Guy of Gisborne vejo seu cão raivoso, frustrado por tudo que lhe foi negado. Vejo sua descida ao inferno da culpa e do remorso e me entristeço ao perceber que sua felicidade está tão próxima, mas ele não percebe. E isso me faz refletir sobre a minha frustração e raiva, estará a minha felicidade tão próxima e eu não percebo? Como Lucas North, qual a extensão dos meus danos? Posso sobreviver aos anos de tortura, mas será que posso sobreviver aos meus erros? Criei uma máscara e atuo como se a vida fosse um teatro? series9-20

Fingir ser o que não sou? Ou posso assumir que errei, e por pior que seja o meu erro, decidir continuar em frente. Ser melhor e fazer o bem. Não é este um verdadeiro ato de heroísmo?

E isso que eu vejo em John Porter.

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E claro ninguém é verdadeiramente um guerreiro se não enfrentou a parede de escudo. Escudo contra escudo. A parede de escudo pode ser uma doença, pode ser uma dificuldade emocional. Para você talvez seja lidar com o assédio de tanto fãs. É a prova de fogo. Cada um tem a sua. Mas a guerra (real ou não) é equivocada em todos os sentidos, nascemos para a felicidade e se sofremos é porque nos desviamos dela! Sou romântica? Claro que sou! Suspiro com os sonhos de Margaret, seus equívocos, seu idealismo, sua juventude. Sonho com John Thornton, sua força masculina, sua vivacidade, sua audácia e seu amor incondicional. Não é isso que desejam todas as mulheres? Serem amadas e amar? Sim um coração feminino é nutrido pelo amor! Minha mente racional está longe dos romances e não busca mais o homem ideal. Mas a menina que eu fui, essa sim, adora os finais felizes. Eu a deixo viver dentro de mim, brincar com suas bonecas, a mulher adulta que sou pode lidar com a realidade e nutri-la com diversos heróis românticos e com um mundo de fantasia. John Thornton é o seu preferido, ele a encanta! E assim, com a minha criança saudável, meu coração não se torna árido e sem esperança.

Querido amigo há tanto que eu queria lhe falar! Mas eu sei que você tem uma longa aventura em montanhas distantes enfrentando dragões! Não vou prendê-lo mais. Vou apenas lhe dizer: Richard ser ator é um dom. Nas crenças antigas, o dom era um presente dos deuses para auxiliar os outros e a própria alma a evoluir. Obrigada por exercer com tanta responsabilidade e talento o seu dom. Que sua estrada seja tranquila, que sua mesa seja farta, que seus sonhos se concretizem e que você alcance a paz interna.

Que assim seja

Ana Cris

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Referências e Legendas

Figura 1. Guy of Gisborne. Robin Hood (TV Series 2006-2009). BBC One. Imagem disponivel em http://www.richardarmitagenet.com/

Figura 2. Lucas North. Spooks( Tv Series 2008-2010). BBC. Imagem disponivel em http://www.richardarmitagenet.com/

Figura 3. John Porter. (Tv Series 2010-2011). Sky 1. Imagem disponivel em http://www.richardarmitagenet.com/

Figura 4. North and South. DVD. BBC. Imagem disponivel em http://www.richardarmitagenet.com/

Figura 5. The Hobbit: An Unexpected Journey Warner. Imagem disponivel em http://www.richardarmitagenet.com/

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