Esta noite, o delicioso tópico esquentando uma determinada mesa de mulheres em seu restaurante favorito é: o Sr. Perfeito. Quais as qualidades que ele teria? Ele seria alto, moreno e de olhos azuis? Cuidadoso e amoroso — ou ele seria apenas musculoso? Jaine Bright e suas três amigas começam com o básico — ele seria fiel e confiável, o tipo responsável, com um grande senso de humor (Howard, 2000). Mas a medida que a conversa ganha impulso, elas iniciam um outro tipo de conversa — vocês sabem, aquele tipo de conversa que as mulheres nunca, nunca mesmo, teriam na frente de um homem (Estés, 1994). Aquele tipo de conversa que é engraçada e atrevida, e levemente obscena.
Aquele tipo de conversa cujo repertório inclui qualquer coisa que faça as mulheres rirem de um jeito desenfreado até parecerem bobas, sem ligar para se suas amídalas aparecem ou não. Uma conversa que é acompanhada de uma risada sexual que é diferente de uma risada sobre temas mais educados, pois ela chega longe e fundo na psique, sacudindo todo o tipo de coisas, tocando nos nossos ossos e fazendo com que uma sensação agradável e quente corra por nosso corpo. Uma risada que é ardente, decididamente selvagem, que traz a mulher a um estado de intensa consciência sensorial que inclui sua sexualidade, mas não se limita a ela (Estés, 2004).
No mundo moderno esse ritual de conversa intíma entre mulheres pode ocorrer em blogs, Twitter e Tumblr ou em outras formas de comunicação virtual. Ela pode estar especialmente presente em fandom, onde o anonimato permite aos usuários compartilhar os seus desejos e pensamentos mais íntimos de forma irreverente, trazendo à tona a deusa Baubo que existe em cada uma de nós.
Baubo trata a sexualidade de uma forma divertida, permitindo as mulheres falarem deste tema sem a preocupação moral se está certo, se é pecado ou se é feio e sujo. Com Baubo, apenas fala-se do que existe e gargalha-se com isso. Ela também trabalha a sexualidade como força motriz criativa da vida de uma mulher, capaz de retirar a energia da aridez da vida cotidiana e fazer com que os campos de nossa psique voltem a esverdear. Isso acontece porque a força da sexualidade é a força vital, a força que cria uma nova vida, a força que brota sem fim de nossa Kundalini, onde ela vive adormecida, enroscada em si mesma e que desperta as nossas potencialidades (Resende, 2012).
Assim, a deusa Baubo nos oferece a idéia interessante que um pouco de obscenidade pode ajudar a desfazer a depressão. Ela diz que certos tipos de riso, que provêm de todas as histórias que as mulheres contam uma para as outras, que são tão apimentadas ao ponto de serem de total mal gosto… essas histórias ativam a libido. Elas acedem o fogo do interesse da mulher pela vida. As deusas do ventre e da gargalhada são o que procuramos. A história engraçada e “suja” pode não só acabar com a depressão como arrancar da raiva o coração irado, deixando a mulher mais feliz do que antes, pois na natureza selvagem, o sagrado e o irreverente, o sagrado e o sexual, não estão separados, mas vivem juntos como um grupo de velhas esperando na estrada que nós apareçamos para compartilhar nossas histórias e rir como loucas umas com as outras (Estés, 2004).
Referências
Estés, C. P. 2004. Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem. Título original: Women who run with the wolves. Ed. Rocco, Rio de Janeiro.
Howard, L. 200. Mr. Perfect. Pocket Books, New York.
Madonna _ Girl Gone Wild


Oi Ana Cris,
É isso! Nós garotas queremos nos divertir, rir, aproveitar o que a vida tem de melhor, mesmo que sejamos garotas boazinhas temos esse direito. Manter acesa e renovada nossa força vital! Se isso envolve admirar e desejar um homem lindo e sexy – nem que seja por brincadeira – por que não? Nos faz sentir tão vivas!
Abraços,
Fabi
Oi Fabi,
É um direito humano fundamental: o direito a alegria! rsrsrsr
Que toda essa energia ardente seja transformada em posts, fanvideos, fanfics, melhores momentos com nossos amigos e companheiros!
E que essa boa energia também possa envolver o nosso muso inspirador! :0)
bjkas
Ana Cris
Concordo com a Fabi:
“mesmo que sejamos garotas boazinhas temos esse direito”
“Manter acesa e renovada nossa força vital! Se isso envolve admirar e desejar um homem lindo e sexy”
E para mim a equação HOMEM-LINDO-E-SEXY = RICHARD ARMITAGE
Ai! Que homem é esse! Esse homem é demais! O chato é que ele elevou TANTO O PADRÃO que agora é como diz a letra da música do KID ABELHA: “Depois de você, os outros são os outros e SÓ”
Sabe, o diferencial dele, se é que posso falar assim. é o olhar penetrante, aquele que vai até o fundo da nossa alma, de quem SABE O QUE QUER. Mas, ao mesmo tempo, ele não faz “caras nem bocas, não é do típo “metrossexual” (detesto!) nem cheio de subterfúgios. ELE É ELE…. sei lá……….Ele me passa algo diferente, como pessoa, através das entrevistas, e como ator… Para mim, North & South e Guy of Gisborne foram inesquecíveis….
Meninas, confesso que ELE me fez voltar a sonhar, “admirar e desejá-lo…ei-ta homem lindo e sexy”
Oi Mari,
Seja bem-vinda! WOW, o que eu posso dizer? Você disse TUDO!
Eu gosto muito da masculinidade natural dele, sem afetação.
Metrossexual. Quem inventou isso? Garotos, por favor, não!
Um homem maduro, seguro de si, inteligente, é pedi muito? :0)
abçs
Ana Cris
Ana Cris:
Obrigada pelas boas vindas!
Gostei do que você escreveu:
“Metrossexual. Quem inventou isso?
rsrsrsrsrsrsrsrs….Realmente………NINGUÉM MERECE!!!!!!!!!!!!
Ainda mais depois de um “CERTO CAPITÃO ARMITAGE”…